Experiência é algo realmente importante, não?
Digo, se deve ter algum conhecimento de mundo mesmo... Não tem jeito... Fica nítido conforme vai se vivendo o quanto conhecer o mundo ao seu redor é importante, e conhecer algumas reações das pessoas.
Um dia meu primeiro namorado terminou comigo (primeiro que eu realmente tinha gostado e tal... e que nem chegou a ser tão sério, hoje eu sei, mas na época era a coisa mais séria do mundo pra mim) e, eu sem saber nada da vida (continuo sem saber, mas desconfio que sei mais do que naquela época), estava triste que só e contei pra minha avó e ela sempre linda ouviu tudo e disse:
-ah minha filha, ele tem outra... arrumou outra... homem não dá ponto sem nó, se eles somem ou terminam, é certo que arrumaram outra, homem não vive sem mulher, minha filha...
Olhei pra ela com o coração mais despedaçado, e pensei, sem dizer ‘ah vó, imagina. Não é isso não.’ Ela percebeu, lendo meus pensamentos, e disse:
-espera só o tempo passar... vem aqui, vamos pintar a unha... esquece, é bonitinho, mas ordinário... gosta dessa cor?
Bom, não deu um mês para eu saber que a minha avó tinha razão. E conforme o tempo passa, fica tão nítido que ter experiência na vida pode te ajudar a contornar e desconfiar das coisas mais óbvias, óbvias, porque já se sabe, porque já se viveu coisas parecidas. E experiência não só na vida, mas no trabalho também. Por isso é importante fazer uma coisa muitas vezes, você cria certa intimidade com aquilo, fica mais fácil. É o tal do ‘expertise’ porque não adianta ter só o tal do ‘know how’, porque eu posso saber tudo sobre ovos e omeletes, mas eu preciso fazê-los, né? Coisa mais óbvia do mundo.
Por que de todo esse blábláblá?
Porque fui convidada para almoçar com um super amigo meu ontem e cheguei lá, surpresa, EU fui fazer o almoço, porque eles nem tinham começado ainda... E resolvi ‘ajudar’... Mas com quem não tem experiência na cozinha, ajudar, é tomar a frente e fazer tudo sozinha. Não é uma reclamação, foi super bacana, é só uma constatação.
E eu descobri que cada um tem mesmo o seu timing e é engraçado como homem é um ser com muita falta de experiências e é muito dependente de uma figura ‘feminina’, como a minha avó me disse. Nós vivemos muito bem sem eles, já eles...
Falta experiência pra eles não só na cozinha, mas em tudo. São bebês. Uma casa com 3 homens e só um namora, fiquei até com pena da BB, em cinco meses arrumou 3 filhos, e ontem eu era a babá ou a avó. Mais pra avó né? Meu apelido já é vovó, pronto fiz jus ao apelido.
Era um show de caras e bocas de carentes esfomeados por atenção. Eu vou lá de vez em quando, mas foi a primeira vez que fiquei lá o dia todo. Juro, me senti como nas minhas aulas com os pequenos.
‘Como faz isso?’
‘Corta quadrado?’
‘Nossa, to com uma dor disso, dor daquilo... Que que eu tomo?’
‘Olha isso que nasceu nas minhas costas... que que eu faço, dói...’
E a falta de atitude masculina é algo incrível. Você tem que pedir tudo na própria casa deles.
‘Leva isso pra lá’
‘Tô arruma a mesa...’
‘Olha, presta atenção, tá sujando a mesa toda de azeite...’
E o pior é aquilo:
‘Tá pronto?’
‘Vai demorar muito’
‘Tô com fome...’
SIM, VAI DEMORAR PORQUE NINGUÉM TÁ FAZENDO NADA!
Sim, crianças precisam levar bronca. Ora, que saco!
Eu ri muito. É legal, mas só de vez em quando, conviver ali seria desesperador pra mim, não que eu seja super organizada, mas ali, além de eles se perderem dentro da própria bagunça, eles não tem atitude pra nada, se deixar, você tem que carregar no colo. Depois mulher é que é manhosa e carente. Ontem eu vi que não é bem assim, e por incrível que pareça me enjoei da figura masculina...rs...
Eu e a BB, que é uma bebê, mas como sempre, as mulheres dão show de amadurecimento, estamos sempre na frente dos homens, ríamos deles e eles nem se davam conta.
E acho que é por isso que eles precisam viver tantas experiências na vida, viver mais que nós, porque eles não crescem...(ou talvez culpa nossa mesmo que os mimamos demais), mesmo morando sozinhos, eles ainda dão um show de inexperiência... Claro, não vou generalizar, existem algumas exceções de homens mais maduros que as mulheres, mas ó: 2%.
E me peguei sendo muito chata também, cheia de métodos, tudo bem que eu sempre tomo a frente do batalhão, mas será que eu já estou muito tempo vivendo comigo mesma? Será que estou ficando sem paciência para a vida em grupo?
Ontem fiquei pensando nisso tudo, observando todo esse cenário. Percebendo que eu tenho mesmo muito critério, atitude, sou chata, mas muito divertida, e claro, mãezona! Fez cara de ‘gato de botas’ pra mim, eu sempre paro pra ajudar. Aí eu vi claramente que eu tenho mesmo é que viver muita coisa, porque eu também quero ter mais e mais experiências, porque as que eu já adquiri estão fazendo a maior diferença.
E viva o dia mundial de luta contra a aids! Usem camisinha!
1 bjo povo!
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2 comentários:
Eu reconheço! Se eu tiver que morar sozinho, vou ter que partir praticamente do zero. Não é o fim do mundo (é mais o começo de outro... eh eh eh!). Seria divertido. E eu gostaria de ter tempo pra todas essas experiências, mas creio que teria que ir "atropelando-as".
Bom, acho que não há outro jeito... eh eh eh!
Belo texto, Tá!
Beijãooooooooo!!
ahahhaha...mas partir do zero é básico! e aprende, viu! Ô se aprende!
e o texto é ruim, só é um monte de pensamentos sobre várias coisas ao mesmo tempo. rs
um bjão querido!
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