Parada no semáforo fechado para atravessar a Avenida Paulista, umas 9 da noite. Um garotinho, de uns 7 anos estava com a caixa de engraxate no ombro, cantando e batendo as mãozinhas no ritmo: “Tricolooor! Tricolooor! Tricolooor!” Olhei pra ele e disse já dando a mão para cumprimentá-lo:-Tricolor também?
(Ele pegando na minha mão e balançando).
-Você também é?
-Opa! Desde pequenininha!
-Ah! Mentira... – desconfiado.
-Não sério! Não desde pequenininha, mas sou!
(Separamos as mãos).
-E você já foi no Morumbi?
-Eu vou sempre que posso! E você?
-Eu nunca... É caro?
-Não, uns 10... 15 conto. Depende do Jogo! Libertadores é mais caro!
-Ah...
-E você tem vontade de ir?
-Não...
-Não? - espantada.
(Abriu o sinal para os pedestres e ele balançou a cabeça negativamente. Fomos caminhando).
-Dizem que no final dá pra achar muita coisa boa lá, né?
-O que, por exemplo?
-Carteira, celular... As pessoas esquecem, perdem...
-Ah isso eu não sei não. Eu não nunca perdi ou esqueci nada lá... Não sou boba, né!
(Ele riu. Chegamos do outro lado da Avenida.)
-Tá, eu vou por aqui...
-E eu por aqui!
-Tchau São Paulina!
-Tchau São Paulino! Boa sorte!
Ele fez um ‘joinha’ e foi cantando: ‘Tricolooor! Tricolooor!’
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